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O secretário-chefe da Casa Civil, Durval Amaral, afirmou que o novo programa de segurança pública do Estado, batizado de Paraná Seguro, vai modernizar e equipar as polícias Civil e Militar, além de aumentar o efetivo. Segundo Amaral, o programa era necessário, já que a administração Beto Richa recebeu a segurança pública em situação caótica. “Era triste o quadro. Em muitas cidades não haviam um policial militar sequer. Com a determinação do governador Beto Richa, teremos soldados em todas as cidades. Também vamos contratar, equipar e modernizar a polícia. Finalmente o cidadão do Paraná sentirá o aumento da segurança nas cidades”, disse.
O programa Paraná Seguro foi lançado pelo governador Beto Richa e pelo secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César, na última terça-feira (16), em Curitiba. Com o plano, o governo estadual vai ampliar os recursos para a segurança pública, aumentar o policiamento nas ruas e melhorar o atendimento à população, que passará a ter meios de colaborar com a segurança. As primeiras providências são a contratação de 10 mil policiais, sendo 8.000 soldados para a Polícia Militar e 2.200 agentes para a Polícia Civil, reequipamento das polícias Civil e Militar e dos institutos de Criminalística e Médico-Legal e a implantação da delegacia eletrônica, que passará a funcionar já no próximo mês.
Para Durval Amaral, investimentos em segurança pública era uma reivindicação dos cidadãos e dos prefeitos do Paraná. “Com o aumento do efetivo, da Polícia Civil e da Polícia Militar, nós teremos, assim que realizado o concurso para delegado, uma autoridade em cada comarca do Estado, assim como policiais civis em todas as cidades do Paraná”, explicou.
De acordo com Richa, o Paraná ostenta hoje índices de criminalidade que envergonham o Estado e por isso é necessária uma ação firme do governo na área de segurança. “Os paranaenses podem estar certos de que vamos lutar sem tréguas contra a criminalidade”, afirmou. “Vamos fixar metas a serem atingidas pelas forças de segurança, de tal forma que possamos reduzir substancialmente os indicadores da criminalidade em todo o Estado.”
Para dar suporte às medidas anunciadas pelo governador, o orçamento da Secretaria da Segurança Pública, que gira em torno de R$ 1,5 bilhão ao ano, será reforçado em R$ 500 milhões no atual exercício, e poderá dobrar até 2014, quando todas as fases do programa Paraná Seguro devem estar implementadas. O governo também vai propor a criação do Fundo Estadual de Segurança Pública para financiar as ações.
De imediato, serão admitidos 2.000 aprovados no concurso da Polícia Militar realizado em 2009. Deste total, 500 irão formar a unidade responsável por fiscalizar a região de fronteira, o chamado Batalhão de Fronteira.
O governo também vai contratar com urgência 670 aprovados para o cargo de investigador no último concurso da Polícia Civil, realizado no ano passado, e abrir concurso para preenchimento de 40 vagas de delegados. Com o reforço, todas as comarcas do Paraná passarão a contar com delegado de polícia.
Até 2014, serão contratados por concurso mais 6.000 PMs, outros 360 delegados, 600 escrivães e 530 investigadores para a Polícia Civil, além de 300 papiloscopistas para o Instituto de Identificação. Também haverá o preenchimento dos cargos vagos no IML e no Instituto de Criminalística.
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